| Edição de 03-09-2010 |
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Arquivo: Edição de 07-10-2005 9 de Outubro de 2005 EDITORIAL Apenas e só nestas alturas o Povo tem a faculdade de ordenhar, o direito de mandar e a faculdade de dizer como é.
Como se constata são muito raras as vezes que pode usar de tal poder e por muito paradoxalmente que pareça, não raras vezes é levado por promessas falsas, por uns beijitos, umas bandeiras ou esferográficas... e pelo partido que diz que é seu...!
Depois arrepende-se, nos dias seguintes faz greves, murmura nos cafés e os seus heróis da véspera passam a mentirosos, sem vergonhas e sei lá que mais... E o tal partido que é seu, afinal é só de meia duzia que dele se governam ...
Nas eleições autárquicas, quase o mesmo se passa, sendo que os eleitores depressa se esquecem do passado para apenas e só se lembrarem do presente recente, para cegos e surdos se agarrarem á bandeira do partido, ou a interesses comesinhos e fúteis. Esquecem os perfis dos candidatos, as provas dadas ou não dadas, a obra feita ou a não feita e embalam sem atender aos interesses da terra, que o mesmo é dizer o interesse dos seus filhos, netos ou bisnetos. E ainda há aqueles que nem vão votar por entenderem que não vale a pena ou por os POLÍTICOS serem TODOS IGUAIS.
Ora, afigura-se-nos que nestes raros instantes em que o povo pode mandar o deve fazer com a certeza da defesa dos seus interesses, no melhor para si e para os seus, nunca esquecendo o bem da própria terra. Logo, devem ir votar, exercer o direito que lhe deram e ao fazê-lo devem ter em atenção as características dos candidatos, a isenção, o carácter e a sua personalidade de forma a votar na certeza de que vota no melhor. Estes são os conselhos do Notícias do Douro a todos quantos queiram ser defensores do bem comum. Vão todos votar, e não se esqueçam, VOTEM BEM!
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